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Categoria: Filmes

Knowing - ciência x religiao

lilika1000 27/04/2009 @ 06:49

Knowing é um filme que fala sobre uns garotos de escola que após um concurso ennews364479.jpgtre qual a melhor idéia, ganhou a que era a de escrever coisas numa cápsula para ser aberta depois de alguns anos.
Um desses papéis, com vários números escritos por Lucinda, uma garota estranha a qual todos se burlam é a razao do filme de ciência-ficcao, com um toque de religiao. Tem boa idéia, mas com a incerteza do futuro como nao poderia deixar de ser!
O australiano Alex Proyas, que foi diretor de outras obras como “Dark City”, “Eu Robot” e “o corvo”, volta a levar a telona um thriller com tema a ser discutidos.
Nicolas Cage e Rose Byrne (”Sunshine”) sao os protagonistas. Cage,  que já vimos outras vezes salvar o mundo, está mais uma vez tentando precaver o  mundo das castátrofes.

Na verdade é um filme com características muito psicológicas no que coincide no que a pessoa crê... Um cientista, filho de um pastor evangélico que nao crer em Deus e de repente se vê de frente com os números deixados na cápsula do tempo após anos e percebe que alí tem como saber se há vida depois da morte de uma maneira distinta.
Os supostos óvines que sao anjos, levam apenas um par de coelhos para futura mutaçao, uma menina e um menino enquanto o mundo explode.
Impacta os expectadores: Nessas horas o que fazer se levam teu único filho?
E se isso é a única maneira de salvar o mundo? Serias capaz de sacrificá-lo?
A idéia é intensa e se mescla com o cristianismo totalmente. E no final do filme, os dois meninos voltam como sendo a esperança de um novo mundo.
( Se lembram de Adao e Eva?)
Este traslado suscita perguntas, brinda respostas filosóficas entre ciência e religiao e diz que há uma ponte entre as duas coisas! É bom para refletirmos!

Elineteborboleta_amarela.gif

Atividade sobre o filme Cidade de Deus

lilika1000 27/02/2009 @ 06:53

cidade-de-deus1.jpgAqui publico uma atividade solicitada no curso de Formaçao Pedagógica que fiz para formaçao profissional (UNISUL), onde solicita cenas com temas a serem discutidos e atividades a serem desenvolvidas na sala de aula, com base no filme Cidade de Deus.
Esperpo ajudar aos estudantes universitários em geral.

Cena 1:A favela Cidade de Deus nos anos 70.

Descriçao da cena:A instalação em massa de pessoas falta de saneamento básico, trafico de drogas.

tema: Que mundo é Esse?
Hipótese sobre os diferentes comportamentos.

Atividade sugerida: O aluno deverá fazer uma reflexão sobre entre ele e o protagonista, refletindo o seu próprio eu e o outro. Este exercício busca uma identidade, vivenciando acertos e erros no relacionamento com os iguais (a família, os amigos, a comunidade) e com o diferente (os desconhecidos, os de comunidades muito distantes da sua) e após, realizar um debate sobre a exclusão social.

Cena 2: O trio ternura e Dadinho (Zé pequeno)

Descriçao da cena: Os bandidos aceitam sugestões de um garoto para assaltar um estabelecimento.

Tema: O que há dentro da cabeça?
O entendimento vai além de uma interpretação que associa a resposta ao organismo a um determinado estímulo ou ação.

Atividade sugerida: Uma dinâmica em classe de perguntas e respostas rápidas. O objetivo é fazer com que os alunos percebam suas reações diante à situação.

Cena 3: Morte no baile de festa.

Descriçao da cena:Zé pequeno, sem estar habituado ao ambiente de festa, se incomoda com a felicidade de outros e resolve acabar com a vida de alguém. Por ironia do destino, mata seu melhor amigo e parceiro.

Tema:O estranho diante do mundo
A compreensão a um mundo diferente requer convivência com seus hábitos e costumes, para que se possa identificar com ele. Ao contrário, serão erros na interpretação dos fatos.

Atividade sugerida:Solicitar um trabalho sobre aspectos gerais de outros países (um país a cada aluno), comparando esses aspectos com os de nosso país (atividade externa)

Cena 4:Uma galinha corre pelas vielas de uma favela

Descriçao da cena: Atrás dela os marginais armados. De um lado os bandidos, do outro, a polícia, e no meio, a galinha e o jovem, acuados enquanto se inicia o tiroteio. A história começa de um ponto, avança, e só se esclarece quando retorna ao início. Esse processo se repete várias vezes ao longo do filme. É um grande círculo que só se fecha no fim.

Tema: Dois parceiros: Pensamento e linguagem
A narrativa do filme é compreendida, refletindo a experiências do indivíduo.

Atividade sugerida: Solicitar aos alunos que descrevam a competência da contextualização, ligando a violência retratada no filme com a história do nosso país e o ambiente social e de onde ela nasce, com foco no senso comum.

Espero ter ajudado!!!!

Eli
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O HOMEM DO BALÃO EXTRAVAGANTE

lilika1000 06/11/2008 @ 00:11

dvd_15738.jpgAtento neste documentário, principlamente osparaenses. Com honra participei deste trabalho, e aproveito pra deixar meu agradecimento ao Diretor Horácio Higushi.
Já na segunda metade do século XIX, o balão aerostático continuava a seguir, invariavelmente, aonde os ventos o levassem. Várias experiências haviam sido feitas tentando controlar a direção do vôo. Mudou-se a sua forma de esférica para cilíndrica, à semelhança de um charuto ou um fuso; instalaram-se-lhe aletas e lemes; guarneceram-no com bizarros sistemas de propulsão que se valiam do esforço humano - sempre com resultados insignificantes. Havia qualquer coisa que impedia a dirigibilidade dos balões, algo que limitava a liberdade de deslocamento do homem frente aos ventos.

Filho de uma família modesta, Júlio Cezar Ribeiro de Souza nasceu em 1843, no município de Acará – PA. Fascinado pelo balão de observação que viu ao servir na Guerra do Paraguai, Júlio Cezar tenta imaginar um meio de libertar os balões da dependência das correntes de ar. Com base em suas observações do vôo das aves, concebe um balão original de invólucro assimétrico, um pouco arredondado e mais largo na metade anterior, ligeiramente afilado atrás. Grandes asas triangulares e uma cauda horizontal, presas a uma vara longitudinal suspensa do invólucro, por cima da barquinha, confeririam-lhe a capacidade de sustentação no ar e de direção de vôo.

Júlio Cezar faz vários modelos de teste e apresenta suas teorias sobre a navegação aérea no Instituto Politécnico, no Rio de Janeiro, capital do Império. Poucos dos engenheiros presentes o levam a sério, pois ele não passa de um autodidata sem formação acadêmica, e além disso vem da Amazônia, onde não vive ninguém que tivesse alguma importância. Mas ele é persistente, até obstinado, e finalmente consegue obter, com as bênçãos do Imperador, fundos para ir à França e lá encomendar a confecção de um balão segundo suas especificações.

Outubro de 1881: em Paris, ele faz conferências e tira patentes de seu "Sistema Júlio Cezar". Encomenda ao fabricante Henri Lachambre um balão alongado de dez metros, batizado "Victoria", homenagem à esposa: é um protótipo não tripulado, que serve para demonstrar ao público a manobrabilidade de um invólucro assimétrico inflado de hidrogênio. Testes em Paris, em Belém e no Rio são bem sucedidos. Entusiasmado, encomenda a Lachambre um outro balão, desta vez um gigante tripulado de 52 metros, o "Santa Maria de Belém".

Após inúmeras dificuldades, financeiras e outras, Júlio Cezar marca a primeira ascensão do "Santa Maria" para 12 de julho de 1884. Uma multidão comparece, mas problemas técnicos causam o fracasso do experimento: o balão não consegue ser completamente inflado. Menos de seis meses depois, os franceses Renard e Krebs anunciam o êxito do "La France", o primeiro balão efetivamente dirigível. O inventor paraense escreve um "Protesto Universal", afirmando que o balão deles é uma cópia de seu modelo assimétrico.

Mas o inventor não é ouvido em suas reivindicações. Chega a fazer testes exitosos em Manaus com um terceiro balão, outro protótipo sem piloto, e só. Júlio Cezar Ribeiro de Souza morre de beribéri a 14 de outubro de 1887 em Belém, deixando inacabado o manuscrito "Fiat Lux". Se ele de fato nunca conseguiu voar, suas idéias e princípios sobreviveram nas formas dos grandes dirigíveis da alvorada da aviação.

O Documentário - O material iconográfico existente sobre Júlio Cezar Ribeiro de Souza resume-se a dois retratos e a foto do balão "Santa Maria de Belém" sendo inflado na Praça da Sé, na capital paraense. Sendo assim, o documentário lançou mão de vários recursos para contar a história do biografado. Foram realizadas entrevistas em Belém, no Rio de Janeiro e em Paris com especialistas na figura do visionário paraense, em aviação antiga e aerostação, na História da Ciência no II Reinado e em outros assuntos. Mobilizaram-se vários arquivos públicos e privados que disponibilizassem imagens da época retratada (primeira metade da década de 1880). Fizeram-se reconstituições de época para ilustrar algumas passagens. E os modelos de balões do inventor foram todos visualizados através de computação gráfica. O filme não se detém, porém, no fato de Júlio Cezar não ter conseguido o seu intento: arrisca ainda uma situação conjectural em que, superadas as dificuldades, o sonho do paraense - e de toda a humanidade - teria se concretizado.A opinião dos vários peritos não encontrou unanimidade em vários tópicos, e essa diversidade contribuiu para se ter um panorama amplo do homem e de sua época. Júlio Cezar emerge como um inventor autodidata do século XIX que, embora isolado geografica e economicamente, e enfrentando enormes dificuldades, conseguiu oferecer uma contribuição expressiva à ciência da aeronáutica, o primeiro de uma série de ilustres brasileiros do século XIX que tentaram superar o problema de voar livremente e tiveram reconhecimento internacional, série essa que culminaria com as façanhas de Alberto Santos-Dumont.

Ficha Técnica
Roteiro e direção: Horácio Higuchi.
Imagens: Adalberto Júnior.
Imagens Unidade Rio de Janeiro: Márcio Bredariol.
Assistente de operador Rio de Janeiro: Paulo Munhoz.
Assistente de direção: Elinete Ribeiro.
Efeitos visuais digitais: Nonato Moreira.
Consultor técnico: Luís Carlos Bassalo Crispino.
Produtora: Priscilla Brasil.
Produtor executivo: Emanoel Freitas


Análise do filme: EU ROBÔ ( tecnologia é sociedade)

lilika1000 19/04/2008 @ 01:51
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Neste filme está clara a trama psicológica e social, pois há uma discussão sobre a convivência entre homens e robôs e sobre a utilidade real das máquinas. Observamos que o protagonista é tecnófobo, e os centros de robótica de todo o mundo avançam aos poucos sobre o desafio de criar inteligência artificial a ponto de simular o mais complexo órgão humano: o cérebro. Se hoje, muitos ainda não se adaptaram com os avanços tecnológicos, um tecnófobo num mundo infestado de tecnologia, fica paranóico.

Os especialistas científicos buscam a cada dia essa inteligência artificial para superar e reproduzir "reações humanas", e além de tudo, no ramo da informática existe uma área conhecida como redes neurais o qual simula o cérebro humano, tanto que hoje, em muitos lugares, os robôs autômatos passam pelos mesmos processos de aprendizagem que passamos.

Reconhecemos que o avanço da tecnologia, constantemente tem ocasionado a substituição da mão-de-obra humana pelas “máquinas inteligentes”, em diversas áreas da atividade humana, entretanto, em meu ponto de vista, no imaginário social, os robôs não irão dominar o mundo, mas não é pelo fato de sermos inteligentes que vamos pensar que somos únicos no universo como afirmou Descartes, “penso, logo existo”. Imagine se as máquinas chegarem a essa conclusão algum dia.

Mas vejamos bem, para um complemento de melhoria de vida em sociedade, a máquina e o homem se complementam, pois a máquina precisa do homem no seu manuseio e alimentação de dados, e o homem precisa da máquina na ordenação, armazenamento, distribuição e utilização dos dados e informações técnicas precisas e específicas. Afinal, como citado no último parágrafo da Seção 1 – Tecnologia é sociedade, a produção de tecnologia é o resultado de esforços conscientes e dirigidos de grupos específicos.

(Esse artgo foi um de meus trabalhos do curso de Formação Pedagógica para Formadores Profissionais da UNISUL)

Elinete Ribeiro

Breve resumo do filme Diário de Motocicleta

lilika1000 13/03/2008 @ 16:05

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Pela complexidade do ser humano, o filme mostra o fato de uma simples idéia do protagonista em aventurar-se mundo afora, fazê-lo com que se deparasse frente à realidade da sociedade, e reagir às suas imposições.
A descoberta por lugares desconhecidos e sua adaptação ao ambiente, o levou a uma auto-descoberta por um mundo interno que ele mesmo desconhecia.
“Diários de motocicletas” retrata com clareza as muitas situações em que o ser humano, enquanto sujeito, sente-se na obrigação de se envolver para que suas limitações sejam aceitáveis, evitando assim, seu fechamento no ambiente em que convive. Podemos considerar isso como uma constante troca entre ele, e o ambiente.
Segundo Nietzsche (Apud RUSS, 1994), a vida é a melhor e a mais conhecida forma do ser como ser no ambiente e então se mostrar. Isto é, as variedades de experiência, seja interior ou exterior, vivenciadas pelas pessoas envolvidas no processo de convivências, fundamenta a necessidade de um quadro de referência abrangente em relação à adaptação humana.

Elinete Ribeiro butterfly.gif