SUBJETIVIDADE E APRENDIZAGEM - Aprendendo com os erros: O limite da relação entre professor e aluno
A subjetividade é um processo do indivíduo como sujeito psicológico concreto (GONZALEZ REY, 1999).
Há algum tempo, já não podemos ver o professor como se fosse um “chefe ditador”, que impõe tática e o aluno obedece com medo de um castigo. Hoje, temos que nos interessar pela opinião e dificuldades dos alunos, sem deixarmos o profissionalismo de lado. Isso me faz lembrar um momento em que assumi uma turma, e a idade média do público era maior que a minha. Isso não foi o problema. O fato é que alguns manifestaram certa intimidade a ponto de quererem misturar a relação. As palavras e gíria do alunado em questão eram de certa forma um desafio que eu ainda não havia desmembrado. Esta atitude poderia influenciar o comportamento dos que estavam interessados em aprender, da mesma maneira que os processos deixariam de serem avaliados. No entanto, percebi que poderia tirar proveito da situação fazendo o aluno se interessar mais no assunto, ouvindo, conversando, dando risadas de um fato agregado ao valor da aula.
Como ainda não havia passado por isso, eu me calei por um momento e tentei buscar alternativas para fazer com que a situação fosse amena. Foi então que compreendi que a relação entre aluno e professor deve ter um olhar afetivo, o que vemos não é o mesmo que eles vêem. O aluno vê o diferencial quando há certa proximidade e atenção ao seu ponto de vista. Não quero dizer que o professor deva ter necessariamente uma amizade com alunos, mas o carrasco não vai ajudar em nada, além de trazer muitos problemas e mau desempenho escolar por questões que a própria decência conhece, principalmente psicológicas. Na verdade, o que devemos é ter certo limite nessa relação para que o objetivo comum não seja prejudicado, e refletirmos até que ponto pode levar essa relação.
A ética profissional é primordial. Alunos são alunos e o professor é profissional, o limite é o equilíbrio para o convívio sem que percamos a autoridade. O professor é motivador, mas não se influencia e continua a ser um bom líder, ou seja, ser agradável e atencioso é muito bom, mas principalmente é necessário ter cuidado, para que tenhamos o bom senso e o principal argumento: o respeito!
Elinete Ribeiro 

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